Existe diferença entre óleo para carro e caminhão?

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Existe diferença entre óleo para carro e caminhão?

Bom já é sabido que todo e qualquer veiculo automotivo –  carro, caminhão, motocicleta, depende obrigatoriamente do uso de óleos lubrificantes para que funcionem de acordo com as especificações dos próprios fabricantes.

Como você já acompanhou em outros textos aqui no nosso blog, já salientamos essa importância, afinal de contas é o óleo que impede o desgaste de todas as superfícies metálicas do motor criando então aquela película protetora contra a borra e a oxidação e minimizando os ácidos que podem causar a corrosão.

Confira outros artigos:

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– Vai trocar o óleo? Troque o filtro também

– Escolhendo o óleo lubrificante para o seu motor

É importante ter em mente que todo lubrificante tem na sua composição óleos básicos e aditivos, sendo então semelhantes e regulados pelo API (American Petroleum Institute).

Mas e como escolher o lubrificante certo? É simples, só consultar o “Manual do Proprietário” na parte de manutenção quanto à viscosidade (SAE) e ao desempenho (API) ou então verifique nas tabelas de recomendação disponíveis nos postos de serviço.

Para entender um pouco, para os carros é utilizado mais de um tipo de óleo: motor, freios, caixa, que podem ser separados ou mesmo conjugados. Outro ponto é que, como os óleos automotivos são compatíveis entre si, podem-se misturar marcas diferentes caso seja necessário, mas é necessário observar se eles tem o mesmo nível de desempenho e índice de viscosidade.

Já para entender o ciclo referente aos caminhões, é importante observar que os modelos de caminhão antes de qualquer coisa, pois, os mais novos são fabricados com a tecnologia de motores Euro5 que são acoplados com 2 sistemas, o EGR (sistema de recirculação de gases) e SCR (sistema de redução catalítica) ARLA 32 e para esses existem produtos específicos. Os óleos lubrificantes desenvolvidos para motores a diesel são uma mistura de óleos básicos e aditivos, então os aditivos em frascos que devem ser “misturados” ao combustível diesel devem ser escolhidos para melhorar as propriedades do óleo básico.

Então pode ou não pode usar óleo de motor diesel em carro? Sim, pode sim, mas novamente salientamos que os lubrificantes não são todos iguais, existem diferenças de viscosidade e pacotes aditivos relativos ao desempenho do produto, então sempre consulte o manual do seu veículo.

As 10 principais dúvidas sobre lubrificação:

  1. Qual o nível correto de óleo no carro?

O nível correto se encontra entre os dois traços e não só no traço superior

  1. Quando devo completar o nível do óleo?

Com o uso do carro, o nível do óleo baixa um pouco devido às folgas do motor e à queima parcial na câmara de combustão. Assim, enquanto não chega a hora de trocar o óleo, devemos ir completando o nível.

  1. Devo esperar que o nível baixe para repor?

Não. A boa lubrificação é aquela em que o óleo lubrifica até o anel do pistão mais próximo da câmara de combustão onde esse óleo é parcialmente queimado, sendo consumido. É normal um consumo de meio litro de óleo a cada mil quilômetros rodados, com carros de passeio, mas cada fabricante de motor especifica um consumo normal para seu motor, de acordo com o projeto. É bom ressaltar que carro novo consome óleo.

  1. É verdade que o óleo de motor deve ser claro e o óleo de engrenagem escuro?

A cor não tem nenhuma influência no desempenho do óleo.

  1. Por que com o tempo o óleo escurece?

Para realizar a função de manter o motor limpo, o óleo deve manter em suspensão as impurezas que não ficam retidas no filtro de óleo, para que elas não se depositem no motor. Desta forma, o óleo fica escuro e o motor fica limpo.

 

  1. E quando devo trocar?

Quando atingir o período de troca recomendado pelo fabricante do veículo e que consta do “Manual do Proprietário”. Os atuais fabricantes dos motores vêm recomendando períodos de troca cada vez maiores, dependendo do tipo de serviço e da manutenção do carro.

  1. O filtro de óleo também deve ser trocado? Quando?

Sim. O óleo, com seus aditivos detergentes/dispersantes, carrega as sujeiras que iriam se depositar no motor. Ao passar pelo filtro, as impurezas maiores ficam retidas e as menores continuam em suspensão no óleo. Chega um momento em que o filtro, carregado de sujeira, dificulta a passagem do óleo podendo causar falhas na lubrificação. A situação se agrava quando ocorre o bloqueio total do filtro de óleo, o que pode causar sérios danos ao motor. O período de troca do filtro de óleo também é recomendado pelo fabricante do veículo e consta do “Manual do Proprietário”. Normalmente, ela é feita a cada duas trocas de óleo. Porém, já existem fabricantes que recomendam a troca do filtro a cada troca do óleo.

  1. É verdade que o motor deve estar quente na hora de troca de óleo?

Sim, porque quando o óleo está quente, ele fica mais fino e tem mais facilidade de escorrer.

  1. Qual o significado das siglas que vêm nas embalagens de lubrificantes (API, ACEA, JASO, NMMA)? Qual a relação delas com o desempenho dos produtos?

Estas são siglas de entidades internacionais que são responsáveis pela elaboração de uma série de normas (baseadas em testes específicos) para a classificação dos lubrificantes, de acordo com seu uso. Desta forma, o consumidor tem como identificar se o lubrificante atende às exigências de seu equipamento, consultando seu manual.

Como exemplo temos:

SAE – Society of Automotive Engineers – É a classificação mais antiga para lubrificantes automotivos, definindo faixas de viscosidade e não levando em conta os requisitos de desempenho. Apresenta uma classificação para óleos de motor e outra específica para óleos de transmissão. Maiores informações em “O que significam os números (20W/40, 50, etc.) que aparecem nas embalagens de óleo?”.

API – American Petroleum Institute – Grupo que elaborou, em conjunto com a ASTM (American Society for Testing and Materials), especificações que definem níveis de desempenho que os óleos lubrificantes devem atender. Essas especificações funcionam como um guia para a escolha por parte do consumidor. Para carros de passeio, por exemplo, temos os níveis API SL, SJ, SH, SG, etc.. O “S” desta sigla significa Service Station, e a outra letra define o desempenho. O primeiro nível foi o API SA, obsoleto há muito tempo, consistindo em um óleo mineral puro, sem qualquer aditivação. Com a evolução dos motores, os óleos sofreram modificações, através da adição de aditivos, para atender às exigências dos fabricantes dos motores no que se refere à proteção contra desgaste e corrosão, redução de emissões e da formação de depósitos, etc.. Atualmente, o nível API SL é o mais avançado. No caso de motores diesel, a classificação é API CI-4, CH-4, CG-4, CF, etc. O “C” significa Commercial. A API classifica ainda óleos para motores dois tempos e óleos para transmissão e engrenagens.

ACEA – Association des Constructeurs Européens de l´Automobile (antiga CCMC) – Classificação européia associam alguns testes da classificação API, ensaios de motores europeus (Volkswagen, Peugeot, Mercedes Benz, etc.) e ensaios de laboratório.

JASO – Japanese Automobile Standards Organization – Define especificação para a classificação de lubrificantes para motores a dois tempos (FA, FB e FC, em ordem crescente de desempenho).

NMMA – National Marine Manufacturers Association – Substituiu o antigo BIA (Boating Industry Association), classificando os óleos lubrificantes que satisfazem suas exigências com a sigla TC-W (Two Cycle Water), aplicável somente a motores de popa a dois tempos. Atualmente encontramos óleos nível TC-W3, pois os níveis anteriores estão em desuso.

  1. O que significam os números (20W/40, 50, etc.) que aparecem nas embalagens de óleo?

 

Estes números que aparecem nas embalagens dos óleos lubrificantes automotivos (30, 40, 20W/40, etc.) correspondem à classificação da SAE (Society of Automotive Engineers), que se baseia na viscosidade dos óleos a 100oC, apresentando duas escalas: uma de baixa temperatura (de 0W até 25W) e outra de alta temperatura (de 20 a 60). A letra “W” significa “Winter” (inverno, em inglês) e ela faz parte do primeiro número, como complemento para identificação. Quanto maior o número, maior a viscosidade, para o óleo suportar maiores temperaturas. Graus menores suportam baixas temperaturas sem se solidificar ou prejudicar a bombeabilidade.

Esse é um assunto que com certeza vamos continuar, então continue conosco!

Tem alguma dúvida ou sugestão envie um e-mail para marketing@teclub.com.br

Até a próxima.

 

 

 

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